A obra “Prisão: De Dentro para Fora” é da coordenação do diácono José Carlos Costa e os lucros revertem a favor do Estabelecimento Prisional de Aveiro.
“O livro “Prisão: De Dentro para Fora” afirma-se como um testemunho valioso sobre a condição humana em contexto prisional, desafiando preconceitos e convidando à reflexão sobre as possibilidades de reabilitação, valorização pessoal e construção de futuro. A obra reforça a importância de reconhecer que, mesmo privados de liberdade, todos os que passam pelo Estabelecimento Prisional de Aveiro podem encontrar, nas várias iniciativas internas, oportunidades reais de desenvolvimento”, pode ler-se.
O livro foi coordenado pelo diácono José Carlos Costa, Assistente Espiritual e Religioso no Estabelecimento Prisional de Aveiro, reúne 132 autores, “uma vasta compilação de testemunhos reais que revelam a multiplicidade de vivências no interior de um estabelecimento prisional”.
Segundo o coordenador da obra, o “objetivo central é dar voz a quem raramente a tem, mostrando o quotidiano de quem ali habita — reclusos, profissionais, voluntários e todos os que, de forma direta ou indireta, atravessam este espaço”.
O diácono José Carlos Costa explicou que o livro nasceu da necessidade de aproximar a sociedade do contexto prisional, frequentemente marcado por estigmas e perceções incompletas.

“O livro pretende revelar a realidade vivida “por dentro”, convidando a sociedade civil a olhar para a prisão como mais do que um espaço de punição: um lugar onde, apesar das limitações, é possível encontrar caminhos de dignificação, crescimento e transformação pessoal”, afirmou na apresentação no Seminário de Aveiro.
“O produto da venda do livro reverterá na íntegra para apoiar necessidades prioritárias das pessoas em estado de reclusão no Estabelecimento Prisional de Aveiro. Como despesas de telefone, programas de sensibilização de redução de adições (tabaco; café, açúcar e outras substâncias), intervenções de saúde oral contribuindo para a melhoria da saúde física, bem-estar geral e autoestima”, pode ler-se no livro.

