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«Uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana»

Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida escreve mensagem para Dia da Mãe

A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida escreveu uma mensagem para o Dia da Mãe onde destaca o papel central da maternidade como antídoto para a solidão e a violência e apresenta a mãe como uma “afinadora de corações”.

“Como precisamos, hoje, deste urgente trabalho de afinação dos corações pela paz, pela reconciliação e pela fraternidade”, pode ler-se na mensagem divulgada ao Correio de Coimbra.

O texto defende que ser mãe é muito mais do que dar à luz, é ser «afinadora de corações» e esta celebração ganha um relevo especial no contexto mundial marcado pela incerteza.

A maternidade é descrita como uma «história de Amor em tom maior», que exige coragem e perseverança para manter o coração alinhado, apesar dos «sobressaltos e notas soltas» da vida.

«Uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral», acrescenta.

Num tempo de conflitos armados, o papel das mães é apresentado como um exemplo de heroísmo silencioso, são as mães que mais odeiam a guerra, que lhes mata os filhos, e cita o arcebispo Óscar Romero para falar do «martírio materno» o ato de dar a vida «no silêncio da vida quotidiana; dar a vida pouco a pouco».

A figura de Maria surge como o modelo de confiança, mesmo perante a “espada de dor” que lhe trespassou a alma, lembrando que Maria conhece melhor do que ninguém os sofrimentos das mães e as ensina a viver em paz.

A terminar a nota faz um apelo para que as mães sejam mais do que “cantadas e acarinhadas com belas palavras”, defendendo que devem ser “muito mais escutadas e muito mais reconhecidas no seu papel central na sociedade”.

“Neste tempo de incerteza e de tantas guerras violentas, confiamos as mães a Maria, que é a mãe de todas as mães. Recordamos e rezamos pelas mães que perderam filhos e estão de luto, mas também pelas mães que lutam pela saúde da sua família, mães cuidadoras de idosos e de pessoas com deficiência”, propõe.

“Ser mãe é ser feliz somente por ser mãe. Ser mãe é ser amor e amor que ninguém esquece, mas que sempre se agradece.

Que a celebração de mais um Dia da Mãe junte, em coro, as nossas vozes para manifestarmos todo o amor e gratidão para com as nossas mães!”, conclui.

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