O bispo de Coimbra encerrou o Jubileu da Esperança em Coimbra com apelos à valorização da Família e da Vida, na Sé Nova, no passado dia 28 de dezembro.
D. Virgílio Antunes presidiu à celebração da Festa da Sagrada Família e recordou o percurso iniciado há um ano, sublinhando que o povo de Deus se fez “peregrino da esperança”, destacando a cruz em forma de âncora, símbolo deste Jubileu, como um lembrete constante de que a esperança cristã “não engana”, mesmo nos momentos de maior dificuldade.
Quanto à missão educativa da família, o bispo alertou para a tendência de delegar a educação dos filhos exclusivamente às instituições, como a escola ou a Igreja.
“Nada disso pode dispensar-vos de realizar bem a vossa missão, inclusivamente no que diz respeito à transmissão da fé”, afirmou, reforçando que o seio familiar é o lugar indispensável para o crescimento integral dos jovens.


Partindo de um testemunho partilhado durante a celebração, por uma leiga em tratamento de uma doença grave, D. Virgílio sublinhou que, embora a medicina seja essencial, a presença de uma “família que acompanha, que é solidária e que ama” é o que permite manter a confiança no futuro.
Ao encerrar o Jubileu, o Bispo de Coimbra deixou um desafio para o ano de 2026: que este encerramento não seja um fim, mas um “novo começo”; exortou os presentes a darem continuidade aos projetos e desejos de conversão nascidos durante o ano santo, mantendo o encontro com Jesus Cristo como o centro das suas vidas.
A celebração ficou marcada pela presença especial de crianças nascidas e batizadas ao longo deste ano jubilar.

