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Renúncia Quaresmal da Diocese reverte para vítimas das tempestades

Mensagem da Quaresma do Bispo de Coimbra marcada pelo apelo à “espiritualidade cristã”

Na sua mensagem para a Quaresma de 2026, o Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, aponta um percurso de “profunda espiritualidade” e solidariedade concreta, em nota divulgada esta quinta-feira. 

“Vivemos esta Quaresma na solidariedade para com os que sofrem pela perda de pessoas, de bens, de tranquilidade e paz e oferecemos o produto material da nossa Renúncia Quaresmal para ajudar as vítimas das calamidades climatéricas”, escreve o bispo de Coimbra. 

Num texto marcado pelo apelo à “espiritualidade cristã”, D. Virgílio Antunes liga o simbolismo dos quarenta dias de Jesus no deserto à “casa afetada e sofredora” que muitos diocesanos vivem, devido às tempestades que fustigaram o distrito nas últimas semanas.

“As tempestades das últimas semanas fazem-nos viver a espiritualidade cristã na Igreja como casa afetada e sofredora para muitos dos seus membros, mas também como casa de fraternidade e amor que se repartem por todos os irmãos e irmãs”, refere na mensagem divulgada no Correio de Coimbra.

Tendo como horizonte o lema do plano pastoral para o triénio, “No Espírito de Cristo está toda a nossa vida”, a mensagem de Quaresma propõe o olhar por cada uma das partes. 

Na Escuta da Palavra, D. Virgílio incentiva à prática da lectio divina (leitura orante), afirmando que a espiritualidade não assenta num “pensamento humano”, mas na Sagrada Escritura que “aquece o coração”; na Centralidade da Eucaristia é recordada a Eucaristia não como “um prémio para as nossas virtudes”, mas um alimento para “pobres e pecadores”.

Quanto ao Sacramento da Reconciliação, a mensagem faz um apelo direto ao recurso à confissão, apelidando-a de “verdadeiro milagre da graça e da misericórdia”.

“Preparamo-nos para o encontro com o amor de Deus por meio do sacramento da Reconciliação, verdadeiro milagre da graça e da misericórdia, que nos salva”, indica.

Depois, olhando a espiritualidade cristã, o Bispo de Coimbra convoca à promoção da justiça em favor dos pobres e ao empenho social e político pela paz.

“Esta Quaresma impele-nos a assumir com coragem a promoção da justiça em favor dos pobres, a missão evangelizadora junto dos não crentes, o empenho social e político em ordem à paz, o testemunho dos valores do Reino dos Céus face às realidades que escravizam”, aponta.

A nota pastoral coloca os Apóstolos e a Virgem Maria como espelhos para os cristãos de hoje. Tal como os primeiros discípulos saíram do Pentecostes para “revolucionar o mundo”, também os diocesanos de Coimbra são interpelados como “testemunhas enviadas” às realidades que escravizam a humanidade.

“Desejo a todos uma santa Quaresma, um verdadeiro enraizamento na espiritualidade cristã, que nos encha do amor de Deus e nos aproxime dos outros como irmãos”, concluiu o Bispo.

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