No passado domingo, dia 14 de dezembro, aconteceu na Sé Nova, um “momento de esperança” para a vida da diocese, a ordenação de um diácono e a instituição de um acólito e dois leitores.
“O ‘sim’ que se dá agora há de ser o primeiro de muitos ‘sins’ que se vão dando ao longo da vida toda. É essa coleção de muitos ‘sins’ que manifesta a grandeza da entrega ao serviço do Senhor”, afirmou o bispo diocesano na sua homilia.
D. Virgílio Antunes, que presidiu à celebração, sublinhou o simbolismo da data, referindo que o dom destes novos ministros “enche a Igreja de uma esperança ainda maior” e agradeceu aos quatro jovens pelo desejo sincero de corresponder ao apelo do Senhor, lembrando que o compromisso assumido é apenas o início de uma caminhada.
Apesar das dificuldades do panorama mundial atual, marcado por conflitos e incertezas, o bispo lançou um apelo ao fortalecimento do coração e da fé.
O Bispo exortou os fiéis a não se deixarem abater por uma “fé débil”, mas sim a procurarem uma fé responsável e iluminada, capaz de transformar a família, a paróquia e o mundo.


“Quando pensamos nas vocações concretamente nas vocações ao ministério ordenado que é o horizonte em que hoje aqui nos situamos de uma forma mais direta e mais explícita nós percebemos que só a partir de uma fé fortalecida de um coração que ama a Deus e que se deixa amar por ele de um coração que ama os irmãos e também se deixa amar por eles é possível que despertem as vocações dentro das nossas comunidades”, referiu.
Inspirado na figura de João Batista, o Bispo de Coimbra recordou que a missão fundamental de qualquer ministro ordenado — seja leitor, acólito, diácono ou presbítero — é o anúncio da Boa Nova.
“Não se é diácono ou presbítero senão para anunciar o Evangelho que se vive. O verdadeiro profeta é aquele que acolhe o Espírito, torna a Palavra real na sua vida e depois a proclama com eficácia”, sublinhou.
A fechar a celebração, D. Virgílio lembrou aos novos ministros que a sua vocação é, em grande parte, fruto da oração constante e silenciosa de muitos crentes, conhecidos e desconhecidos, e apelou a que todos continuem a rezar pelas vocações sacerdotais e a acompanhar os jovens no seu caminho de descoberta vocacional.

Nesta celebração foi ordenado diácono Rúben Ricardo Correia da Cunha, instituído acólito David Rafael da Silva, e instituídos leitores Luís Ramos Rodrigues e Mário Rui Silva Fernandes, num caminho rumo ao sacerdócio.
A celebração foi também concelebrada pelo reitor do Seminário Maior do Porto, D. Vitorino Soares, bispo auxiliar do Porto.

