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Bispo de Coimbra apelou à escuta e à corresponsabilidade de todos os batizados

D. Virgílio Antunes apresentou reflexão no início do Encontro Nacional Sinodal.

O Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, deu início ao encontro nacional sinodal, no passado dia 10 de janeiro, com a reflexão sobre “A espiritualidade sinodal e implicações pastorais”. 

Na sua intervenção, o Bispo de Coimbra reforçou o convite do Papa Francisco para a construção de uma Igreja Sinodal, mais do que um tema administrativo, a sinodalidade foi apresentada como o “modo de ser” da Igreja, “um Povo de Deus que caminha unido, guiado pelo Espírito Santo”.

“A sinodalidade não existe sem a consciência de que é o Espírito o protagonista da renovação da Igreja. Nessa altura ficaríamos por uma renovação exterior e das estruturas humanas ou por uma renovação de uma comunidade sociológica, mas não chegaríamos à renovação da Igreja”, referiu.

O Bispo destacou que a Igreja não é uma simples estrutura sociológica ou humana, mas um “mistério de comunhão”. 

A reflexão sublinha que a renovação da Igreja não acontece apenas “por fora”, através de reformas de estruturas, mas “por dentro”, através de uma renovação espiritual que envolve todos os membros da comunidade.

“Não pensamos na renovação da Igreja somente por fora, mas na sua renovação interior e isso só poderá acontecer no respeito pela sua identidade mais profunda, ou seja, como comunidade do Espírito”, advertiu. 

D. Virgílio Antunes deixou três atitudes fundamentais para o caminho sinodal: a escuta da Palavra de Deus e dos outros; a oração e celebração dos sacramentos e a caridade, como amor concreto que se traduz no diálogo e acolhimento de todos.

“A Igreja nem é clerical nem laical, mas Povo de Deus em comunhão”, indicou.

O Bispo de Coimbra fez um apelo à corresponsabilidade, aponta a barreira do clericalismo e defende os leigos como protagonistas ativos.

“Estamos a passar por um tempo problemático e crítico para a Igreja em que algumas dificuldades nascem de fora da comunidade cristã, mas outras nascem de dentro dela. Reconhecemos o clericalismo que está na origem de abusos de autoridade, de abusos de consciência e de abusos sexuais; reconhecemos também a mundanidade da Igreja e as suas infidelidades à graça recebida”, reconheceu.

“Neste sentido, todos são chamados a assumir a corresponsabilidade que lhes é própria e a participarem na missão da Igreja, tanto os leigos, como os consagrados ou os ministros ordenados”, acrescentou.

A intervenção cita várias vezes o Concílio Vaticano II e termina com um forte apelo à conversão pastoral, pessoal, “da mente, do coração e da vida” e comunitária.

“Neste sentido, todos são chamados a assumir a corresponsabilidade que lhes é própria e a participarem na missão da Igreja, tanto os leigos, como os consagrados ou os ministros ordenados”, conclui. O II Encontro Sinodal Nacional, promovido pela Conferência Episcopal Portuguesa, teve como tema “Da Escuta à Missão: Espiritualidade Sinodal e Implicações Pastorais” e reuniu 160 participantes.

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