- Enfoque

Nunca deixarmos de sonhar

Sónia Neves

Sónia Neves - Enfoque

As 12 passas da tradição da passagem de ano já lá vão mas os desejos podem permanecer o ano inteiro, alguns só no pensamento, outros na concretização. O ano novo traz a renovação, a vontade de fazer diferente, parece que renascemos a cada dia 01 de janeiro para ser mais forte, ou, simplesmente, focarmos a lente e parar nos pormenores. Depois, com o passar do tempo tudo pode ficar pelas intenções, apenas. 

Neste novo ano escrevo o primeiro enfoque que vai constar no novo portal de notícias do Correio de Coimbra. Uma novidade sonhada em 2025 mas agora concretizada no novo ano e cuidada a cada dia. 

Nestes dias lemos as reflexões que nos chegaram do Encontro Nacional Sinodal que aconteceu no passado dia 10 de janeiro, ainda a estrear o ano. Sonha-se uma Igreja mais próxima, que saiba acolher, onde todos têm lugar e espaço para pôr os seus dons a render. Esta realidade é contada pelo Diácono Francisco Gil que nos recorda que a sinodalidade não é uma mera “técnica de reunião”, mas um modo de ser, como se pode ler no Grande Plano desta semana.

O desafio que Coimbra abraça em 2026 é o de transformar o método em vida. Onde houver uma paróquia, que haja um lugar de escuta “olhos nos olhos”, que não se esgote na burocracia do cartório. Onde houver um jovem que se desloca para estudar ou uma família que muda de cidade, que exista uma rede de comunicação capaz de os acolher, garantindo que ninguém se perde pelo caminho. Como nos foi partilhado, estamos no “grupo da frente” deste processo e sonhamos fazer mais! 

O segredo, talvez esteja em não deixar que o cansaço do dia a dia embacie esta visão. A Igreja, tal como este renovado Correio de Coimbra que agora se instala no mundo digital, é um organismo vivo que precisa de cuidado diário para não se tornar estéril. Fica o convite para o encontro de comunicadores da diocese, “Café com Comunicação”, no dia 24 de janeiro, para que se possa dar início ao “primeiro nó” de uma grande rede de comunicação sonhada na diocese.

Que este ano não seja apenas o ano das boas intenções, mas o tempo da execução e da espiritualidade encarnada, alinhada no Plano Pastoral para o triénio. Afinal, o maior risco seria o de nos tornarmos indiferentes. Por isso, ao fechar este primeiro editorial de 2026, fica o compromisso de trabalhar, de escutar e, acima de tudo, de nunca deixarmos de sonhar, mesmo acordados.

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