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Unidade Pastoral Santa Maria de Penacova viveu «dia especial»

Encontro lançou as bases para uma nova vivência da fé e da comunhão em Igreja

Foto: UP Santa Maria Penacova

O passado Domingo da Ascensão, aconteceu o primeiro Dia da Unidade Pastoral de Santa Maria de Penacova, sob o lema “Com Cristo vamos mais alto” e reuniu as 11 paróquias do concelho em festa e comunhão. 

“Tivemos uma forte adesão logo desde a manhã. Percebia-se o sorriso no rosto das pessoas por estarem ali”, conta o padre João Paulo Vaz ao Correio de Coimbra. 

A Portela de Oliveira, “conhecida pela sua paisagem recortada por moinhos”, acolheu o primeiro Dia da Unidade Pastoral de Santa Maria de Penacova, em que participaram mais de mil pessoas, superando as expectativas, “por ser a primeira vez que este encontro ia acontecer”. 

O grande desafio da organização passou pela divulgação, especialmente junto dos mais novos, catequistas e pais. O programa começou com uma vertente temática direcionada para os adultos, conduzida por Ricardo Cruz e pelo padre João Paulo Vaz, focada na apresentação da Unidade Pastoral, do seu logotipo e do significado do nome.

“Uma das falhas é as pessoas não conhecerem a sua própria realidade, se a realidade hoje é a da unidade pastoral, nós temos de ajudar as pessoas a entender o que é isso. O novo paradigma é a comunidade pastoral, sem esquecermos as paróquias e a identidade de cada uma, mas vivendo a comunhão num patamar diferente. É como se subíssemos um pouco mais alto para ver mais longe.”, explica o sacerdote.

O ponto alto da manhã foi a celebração da Eucaristia, presidida pelo padre Francisco Silva, com homilia do padre João Paulo Vaz e a presença do padre Carlos Pinho. 

A celebração foi desenhada para expressar visivelmente a comunhão, “juntou mais de 30 acólitos, todas as irmandades e capelas do concelho com as suas bandeiras”, e um “grande coro unificado com elementos de várias paróquias, coordenado pela comunidade de Travanca do Mondego”.

“Esta partilha de ministérios é o espelho do futuro e implica uma maior compreensão. Perceber que agora estamos juntos e temos de ser mais acolhedores em relação às incapacidades de resposta, não só dos párocos, mas de outras responsabilidades da pastoral”, indica.

O padre João Paulo Vaz admite que a maior dificuldade das pessoas reside na perda de dimensão das tradicionais festas locais e da catequese nas pequenas capelas, devido à falta de crianças. Contudo, este dia trouxe uma resposta a essa nostalgia. 

“Na comunhão de uma unidade que inclui várias paróquias, nós voltámos a ver esse rosto festivo da Igreja com muita gente. E isto agradou muito às pessoas”, partilha.

A tarde foi de festa cultural, sendo o padre João Paulo Vaz ligado à música, as notas artísticas não podiam faltar. 

“O palco foi partilhado por quatro grupos da Universidade Sénior e de adultos do concelho, animados por três dinamizadoras, e contou ainda comigo a pegar na guitarra, claro”, conta.

O balanço final deixa a certeza de que este é um evento para repetir anualmente.

“Isto faz com que nos comprometamos uns com os outros. Faz pensar que hoje não há Eucaristia nesta paróquia porque há naquela, e isso não é um problema, vamos hoje àquela comunidade e na próxima semana será na nossa. É esta comunhão de missão e de vivência da fé que importa gerar”, conclui o sacerdote.

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