O Grupo VITA, que acompanha situações de violência sexual na Igreja Católica em Portugal, vai promover no dia 23 de maio, em Coimbra, a apresentação de um documento e a inauguração de uma exposição fruto do projeto “Sobre.VIVER”.
A iniciativa tem início marcado para as 16h00, no Pavilhão Centro de Portugal, na diocese de Coimbra.
“Esta exposição, composta por obras criadas por vítimas e sobreviventes que integram o projeto, constitui o centro deste encontro: um espaço onde a arte se torna linguagem de memória, reconhecimento e reconstrução”, pode ler-se na nota do Grupo VITA.
Segundo o organismo, “cada peça reflete um percurso individual e coletivo, transformando dor em expressão, silêncio em visibilidade e experiência vivida em criação”.
“A Arte de Sobre.VIVER é, acima de tudo, um gesto de dignidade e reparação simbólica, que dá rosto, cor e voz a quem participou neste processo”, indica.
O dia será também marcado pela apresentação do documento do projeto Sobre.VIVER, que resulta de oito meses de trabalho conjunto, em que vítimas e sobreviventes contribuíram ativamente para a construção de propostas concretas de prevenção, reparação e responsabilização institucional.
“Este documento pretende ser um instrumento de mudança, assente na escuta e na participação direta de quem viveu estas realidades”, assinala o Grupo VITA.
A iniciativa inclui também um espaço dedicado ao projeto artístico internacional Renaissance, promovido pela Irmã Samuelle e pelo cineasta Quentin Delcourt.
“Este projeto, que aborda a reparação dos abusos espirituais e sexuais na Igreja através da criação de um mosaico internacional de 50 metros quadrados, estará presente em Coimbra através de um atelier de assinatura de tesselas”, explica a nota.
O organismo refere que “vítimas e sobreviventes, familiares, profissionais e membros da comunidade poderão deixar uma mensagem ou intenção que será integrada na obra global, num gesto de ligação simbólica a iniciativas de reparação coletiva que decorrem em vários países”.
O projeto Sobre.VIVER, iniciado em novembro de 2025, nasceu com o objetivo de dar voz às vítimas e sobreviventes de violência sexual no contexto da Igreja Católica em Portugal.

