O Papa pediu que o centenário do Dia Mundial das Missões, a celebrar em outubro deste ano, seja vivido por uma Igreja de “corações reconciliados”, capaz de superar “polarizações” e “desconfiança mútua”.
“Em muitas situações, assistimos a conflitos, polarizações, incompreensões. Quando, também nas nossas comunidades, isto acontece, o seu testemunho enfraquece”, alertou Leão XIV, na mensagem divulgada este domingo, solenidade da conversão de São Paulo.
Sob o tema ‘Um em Cristo, unidos na missão’, o texto evoca a instituição deste dia por Pio XI, em 1926, e exorta os católicos a recuperarem uma “visão universal” da evangelização, rejeitando a fragmentação em “fações” dentro da Igreja.
“A unidade missionária não deve ser entendida como uniformidade, mas como convergência dos diferentes carismas para o mesmo objetivo”, explicou Leão XIV, sublinhando que a missão requer, primeiramente, “unidade espiritual e fraterna”.
O Papa defendeu o reforço do compromisso ecuménico, aproveitando o 1700.º aniversário do Concílio de Niceia, e destacou o papel das Obras Pontifícias Missionárias (OPM) como sinal de comunhão.
“Nenhum batizado é estranho ou indiferente à missão: todos participam na grande obra que Cristo confia à sua Igreja”, escreveu, citando o beato Paulo Manna: “Toda a Igreja para o mundo inteiro”.
A mensagem presta homenagem aos missionários que deixam a sua terra para levar o Evangelho a lugares “difíceis, pobres ou marcados por conflitos”, pedindo novas vocações e o apoio concreto dos fiéis através da oração e da partilha de bens.
“Admirando os missionários e as missionárias, faço um apelo especial à Igreja: unirmo-nos todos a eles na missão evangelizadora através do testemunho da vida em Cristo, da oração e do contributo para as missões”, apela o Papa.
Leão XIV pede que os católicos se unam para “levar o Evangelho do amor de Deus a todos, especialmente aos mais pobres e necessitados”.
O Dia Mundial das Missões celebra-se anualmente no penúltimo domingo de outubro, este ano no dia 18.
(Com Agência Ecclesia)

