Leão XIV assinala esta sexta-feira, 08 de maio, o seu primeiro ano de pontificado, marcado por apelos sistemáticos à paz mundial, pela promoção da sinodalidade e pela procura de unidade na Igreja Católica.
“A paz esteja com todos vós”, disse o novo pontífice, desde a varanda central da Basílica de São Pedro, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’, logo no seu primeiro ato público como Papa.
Desde então, o pontífice multiplicou os apelos ao diálogo perante os conflitos na Ucrânia, na Terra Santa e no Irão, rejeitando sempre o uso da força militar.
“Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo!”, disse, na última mensagem de Páscoa, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’, desde a varanda da Basílica de São Pedro.
A recusa de soluções armadas e as críticas às políticas internacionais geraram uma tensão mediática com o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, que acusou o pontífice de ser “fraco” e “demasiado liberal”.
Leão XIV respondeu a estas declarações, sublinhando que a sua missão não é política, mas espiritual, e centrada na proclamação do Evangelho.
A nível interno, a liderança do Vaticano evidenciou uma aposta num modelo de governo colegial, cruzando a firmeza doutrinária com a inclusão pastoral.
O pontífice inaugurou a tradição de convocar os cardeais para encontros ordinários regulares destinados a estabelecer prioridades para a Igreja Católica.
“O mundo em que vivemos, e que somos chamados a amar e servir mesmo nas suas contradições, exige da Igreja o reforço das sinergias em todos os âmbitos da sua missão”, afirmou , no primeiro consistório extraordinário, em janeiro; o próximo vai acontecer em junho.
Com 15 cardeais a completar 80 anos até final de 2027, Leão XIV vai ter oportunidade de anunciar as suas primeiras escolhas para o colégio cardinalício, que com Francisco se alargou a vários países onde a Igreja Católica é minoritária, nos cinco continentes.
Eleito a 8 de maio de 2025, o cardeal Robert Francis Prevost tornou-se no primeiro pontífice norte-americano e agostiniano da história.
(Com Agência Ecclesia)

