Nas igrejas paroquiais de Castanheira de Pera, Campelo e Coentral, e em várias capelas, bem como nas residências paroquiais, houve alguns danos da Kristin, remediados numa intervenção provisória.
“A igreja de Alvares não sofreu esta força da intempérie. Contudo, nas igrejas de Pedrógão Grande, Graça, Figueiró dos Vinhos e Arega, bem como nalgumas residências paroquiais, os estragos foram mais avultados, a exigir uma reparação mais prolongada”, refere nota enviada ao Correio de Coimbra.
O Convento de Figueiró dos Vinhos sofreu “consequências de maior vulto, tendo impedido que lá pudessem ter lugar as celebrações exequiais, como habitualmente”.
“Igualmente a reposição do fornecimento da energia tem sido mais lenta, e as comunicações mais difíceis. Os municípios recorreram ao apoio de geradores e as operadoras colocaram torres provisórias para as comunicações”, conclui.
Na paróquia de Vila Facaia, no dia 4 de fevereiro de 2026, o Conselho Económico descobriu a consequência mais grave da última tempestade, na igreja paroquia, concelho de Pedrógão Grande.
“Houve telhas partidas, e outras ficaram fora do sítio; teve também cumes partidos e arrancados, o que provocou infiltração de águas, com particular gravidade numa tela, no teto, por cima do coro. Como existe um forro de madeira, entre a tela e o telhado, quando foi reparado provisoriamente, não havia forma de verificar a água acumulada na tela, que mais tarde começou a verter para o coro. A tela, com uma pintura, tem um quadro referente a Santa Catarina, e a infiltração de água também teve escoamento nas paredes laterias da igreja”, conta.
Na residência paroquial houve idêntica situação no telhado, com cumes e telhas partidas, provocando infiltração de águas, gerando infiltrações em várias salas.
“O telhado é muito antigo, pelo que não há telhas iguais, e além disso seria inviável fazer remendos, porque as telhas estão podres. Como o Senhor previne, não pode haver remendos novos em tecido velho!”, refere.

