O Conselho Pastoral Diocesano reuniu no passado sábado, dia 21 de fevereiro, presidido pelo Bispo de Coimbra e indicou à corresponsabilidade e ao aprofundamento da sinodalidade na Diocese de Coimbra, sob o lema inspirador da esperança cristã.
Na saudação inicial, D. Virgílio Antunes sublinhou a importância fulcral deste Conselho como espaço de escuta e decisão e recordou que, desde o Concílio Vaticano II, “a participação ativa dos leigos não é uma opção, mas uma missão confiada pela Igreja local”.
“O Conselho Pastoral Diocesano é um espaço essencial de escuta, de reflexão e de decisão para, juntos, levarmos adiante o serviço da Igreja. Reafirmou a continuidade do projeto sinodal, confirmado pelo Papa Leão XIV, com diversas etapas já definidas até 2027”, como nota enviada ao Correio de Coimbra.
“Somos todos chamados pelo Ressuscitado a trabalhar no mesmo barco e a lançar as redes da missão, num esforço conjunto. Esta colaboração implica renovar as relações entre nós: a partir do batismo somos membros vivos da Igreja, todos com igual dignidade. O desafio agora é viver a sinodalidade nos Arciprestados, nas Unidades Pastorais, nos serviços e secretariados diocesanos”, reforçou o Bispo de Coimbra.
D. Virgílio Antunes partilhou ainda o entusiasmo sentido ao acompanhar os jovens da diocese na recente peregrinação a Taizé, exortou os presentes a “darem primazia à dimensão orante”, conforme previsto no Plano Pastoral Diocesano.
No encontro houve ainda tempo para avaliar as “ações diocesanas mais recentes, com particular destaque para a Peregrinação Jubilar dos Jovens, o encerramento do Ano Jubilar na Diocese, o II Encontro Sinodal Nacional, a Jornada Diocesana de Formação Teológica, o Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos, o Encontro de Comunicadores da Diocese de Coimbra, as Jornadas de Formação do Clero do Centro, a solidariedade com as vítimas da tempestade, o 7º Aniversário da Declaração sobre a Fraternidade Humana e a reunião de Secretariados, Comissões e Serviços Diocesanos”.
De seguida os conselheiros reuniram em pequenos grupos, utilizando a metodologia da “conversação no Espírito”, e refletiram “sobre a articulação dos processos de escuta, discernimento e decisão pastoral, com base nos números 87 a 94 do Documento Final do Sínodo”.
“A renovação sinodal implica mudanças reais para promover uma corresponsabilidade efetiva de todos os baptizados, confiando mais no contributo de consagrados e leigos, por meio da sua participação na reflexão, no discernimento dos sinais dos tempos, na escuta da voz do Espírito, na preparação e na implementação de dinamismos pastorais adequados à missão da Igreja no mundo contemporâneo”, pode ler-se.
D. Virgílio Antunes concluiu o encontro agradecendo a presença de todos e deixou o pedido de “superação de qualquer tentação de divisão”.
“Avançar no caminho da unidade, superando toda a tentação de divisão, para permanecermos com Cristo e com a Sua Igreja”.

