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Encontro Nacional do Movimento Laudato Si’ reuniu cinco dezenas de participantes em Palmela

A diocese de Coimbra esteve representada pelo Círculo Laudato Si de Santo António dos Olivais

Foto: Círculo Laudato Si de Santo António dos Olivais

O II Encontro Nacional do Movimento Laudato Si’ reuniu cerca de cinco dezenas de participantes, no passado dia 31 de janeiro, em Palmela, num dia marcado pela reflexão e compromisso com a ecologia integral e a fraternidade humana.

Tomás Insua, cofundador do Movimento Laudato Si’, interveio diretamente de Assis, através de videoconferência, e recuperou a metáfora da gota de água e da corrente submarina para descrever a missão do Movimento. 

“Reconheceu que muitos se sentem apenas uma gota num oceano de desafios, mas lembrou que, por baixo da superfície, existe uma corrente profunda, silenciosa e transformadora, alimentada por milhares de pequenas ações, comunidades e animadores espalhados pelo mundo”, explica nota enviada ao Correio de Coimbra.

Para Tomás “não se trata de grandes gestos isolados, mas de uma teia global de pequenos atos de conversão ecológica, que que, unidos, formam um movimento de largo alcance. Cada animador, cada círculo, cada projeto local é uma gota que alimenta esta corrente”.

“A esperança não é ingenuidade, mas confiança de que esta corrente continuará a crescer até influenciar a superfície – a cultura, as políticas e as estruturas económicas e sociais”, pode ler-se.

O encontro aconteceu na Casa de Oração Santa Rafaela Maria, em Palmela, e contou com participantes de todo o país, de Chaves a Beja. Nessa manhã dividiram-se em três workshops dedicados aos eixos estratégicos do Movimento e tiveram a possibilidade de rodar pelos três. 

Catarina Portela e família, Animadora Laudato Si, organizou o workshop “Espiritualidade e conversão ecológica”; Teresa Paiva Couceiro e Juan Ambrósio, Projeto “Eco-Igrejas”, Rede Cuidar da Casa Comum tiveram a temática Estilos de Vida e Sustentabilidade plena e Secundino e Manuela, Círculo Laudato Si de Santo António dos Olivais – Coimbra, organizaram o tema “Mobilização Profética da Igreja” –”

Apesar da riqueza das intervenções, “alguns participantes sublinharam a necessidade de mais tempo para diálogo” e a diversidade dos participantes — animadores e não animadores — foi vista como “uma riqueza que alargou horizontes e criou novas possibilidades de colaboração”.

A Eucaristia, celebrada com a fórmula litúrgica do Cuidado da Criação, reuniu todos num momento de gratidão e envio, recordando que a ecologia integral nasce da fé e se traduz em cuidado concreto. O grupo coral de Muxima animou a celebração e comoveu os participantes.

Depois do almoço, no exterior da Casa de Oração, foi plantado um damasqueiro Bulida, oferecido pelo Círculo Laudato Si’ de Santo António dos Olivais, diocese de Coimbra.

Os presentes confortaram a raiz com várias mãos cheias de terra que depois foi regada com água vinda de vários locais, incluindo água do iceberg que esteve no Rising Hope abençoada pelo Papa Leão XIV.

“Este gesto tornou-se símbolo de esperança e reconstrução, especialmente por ter sido realizado no local onde quatro árvores tinham caído durante a tempestade que recentemente atingiu o país”, explica a nota.

“Ver a destruição das forças da natureza e plantar o damasqueiro naquele terreno tocou-me profundamente. A terra devolve-nos o que lhe damos”, partilhava Martina, participante.

A tarde foi dedicada ao discernimento comunitário sobre prioridades e caminhos para 202 e os participantes contribuíram para um diálogo vivo e inspirador.

A hospitalidade das Irmãs da Casa de Santa Maria Rafaela marcou profundamente os participantes, oferecendo um ambiente de serenidade, beleza e cuidado. O II Encontro Nacional do Movimento Laudato Si’ terminou, “mas o compromisso permanece. O damasqueiro plantado é agora sinal visível de um caminho que se quer fecundo”.

“Devíamos proporcionar encontros semelhantes nas paróquias e dioceses. Estar juntos faz toda a diferença”, concluiu a participante Ana Pina.

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