O Bispo de Coimbra presidiu à Eucaristia da solenidade do Corpo de Deus, junto à Igreja de Santa Cruz e, na sua homilia, sublinhou a importância do momento litúrgico, classificando-o como “o sinal maior da presença de Jesus no meio de nós”.
“Estamos a dizer que é o mistério do próprio Deus que não fica isolado, que não fica longe de nós, que não nos esquece, mas que se aproxima de nós no sinal do pão e do vinho”, afirmou.
Durante a celebração, que contou com a presença de crianças que fizeram a sua primeira comunhão, D. Virgílio Antunes fez um forte apelo à vivência ativa da fé dominical e alertou para o risco de desvalorização da celebração ao domingo devido às rotinas modernas.
“… É absolutamente imprescindível vivermos, celebrarmos a Eucaristia particularmente ao domingo, o dia da ressurreição do Senhor, porque sem Eucaristia não é possível sermos bons cristãos”, indicou.
O Bispo de Coimbra referiu ainda algumas dinâmicas pastorais e espirituais em curso na diocese, com especial destaque na preparação para a comunhão, como o sacramento da reconciliação, divulgado em tempo de Quaresma.
“Não podemos aproximar-nos do altar da Eucaristia, nem da comunidade cristã, sem termos o coração purificado pela força do amor e do perdão do Senhor nosso Deus”, explicou dizendo que o confessionário não deve ser visto como um tribunal de julgamento ou humilhação, “mas para encontrar a força da graça e a alegria de sentir o perdão de Deus”, destacou.
O prelado fez também uma referência à Igreja de Santiago, onde há 13 anos decorre a adoração permanente do Santíssimo Sacramento, aproveitando para “evocar a necessidade de oração pelas vocações e sublinhar o papel do ministério sacerdotal”.
A homilia terminou com palavras de ânimo aos mais novos: “só caminharemos felizes, em paz, com o coração grande e cheio de amor se nele Jesus Eucaristia estiver presente”.
No fim da celebração, D. Virgilio Antunes presidiu à procissão do Corpo de Deus pelas ruas da baixa de Coimbra.




