O Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos (MMTC) emitiu uma mensagem por ocasião do Dia Internacional da Mulher 2026, evocado a 08 de março, presta homenagem à dedicação das trabalhadoras e alerta para as injustiças que ainda marcam o universo feminino.
“Celebramos os avanços significativos alcançados pelas mulheres na busca por autonomia e resiliência. A tomada de consciência das suas capacidades e o fortalecimento da sua confiança impulsionam-nas cada vez mais para a transformação e gestão das nossas sociedades”, indica nota enviada ao Correio de Coimbra.
Para ilustrar os desafios atuais, o MMTC partilhou o testemunho de Joëlle, membro do movimento na Reunião, que traça um contraste entre gerações, enquanto a mãe viveu num modelo de dependência económica que resultou em precariedade extrema após a viuvez, Joëlle encontrou na educação a chave para o controlo do seu destino.
“Como única mulher eleita para o comité de empresa, observei como os processos de decisão continuam a ser dominados pelos homens. O meu compromisso sindical impõe-me obrigações e responsabilidades, mas também me permite defender os trabalhadores num plano social, melhorar as condições de trabalho e lutar contra as desigualdades salariais”, revela o testemunho.
Joëlle destaca ainda a persistência das responsabilidades e uma “dupla jornada”.
“Ao mesmo tempo, a minha vida quotidiana está repleta de responsabilidades: cuidar da casa, educar os meus três filhos e cuidar da minha mãe idosa. Esta «dupla jornada», assumida em grande parte pelas mulheres, reflete a desigualdade na distribuição das tarefas domésticas e familiares, apesar da crescente participação feminina no mercado de trabalho”, pode ler-se.
O MMTC reforça que as mulheres são pilares essenciais da sociedade e que a sua força reside na perseverança e dignidade, longe de critérios superficiais.
“Apesar da modernização da nossa sociedade, a necessidade de reforçar os direitos das mulheres, de denunciar as discriminações profissionais e de reconhecer plenamente o seu papel, muitas vezes invisível mas indispensável na sociedade, continua a ser atual”, conclui.

