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Clero das Dioceses do Centro debateram a “conversão das relações” e a sinodalidade

200 participantes de Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria-Fátima, Portalegre-Castelo Branco e Viseu

As Jornadas do Clero das Dioceses do Centro, Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria-Fátima, Portalegre-Castelo Branco e Viseu terminaram esta quinta-feira, dia 29 de janeiro, depois de três dias de reflexão sobre a conversão das relações, numa necessidade de proximidade pastoral. 

Os 200 participantes debateram a necessidade de uma Igreja que escuta mais, menos territorial e mais atenta à fragilidade humana dos seus ministros e, no último dia, surgiu uma abordagem realista e necessária sobre a saúde dos sacerdotes. 

Emilio Lavaniegos González recordou que o ministério é para servir e não para ser servido, mas alertou que a fragilidade é uma “condição permanente” do ministro.

A médica psiquiatra Margarida Neto abordou o burnout e referiu que “quando se experimenta um cansaço ou fadiga e não consideramos um cansaço feliz, alguma coisa está mal.”

O primeiro orador, Dario Vitali (Universidade Gregoriana de Roma), trouxe a experiência do Sínodo dos Bispos para o contexto local, definiu a sinodalidade não como um direito de opinião, mas como o “dever de escutar”.

“Podemos fazer coisas extraordinárias caminhando juntos porque a sinodalidade é escuta e é como o TOM TOM (ou outro dispositivo de navegação) que, quando erramos no caminho, indica “recalcular””, concluiu. 

No segundo dia,  Alphonse Borras desafiou o clero a repensar a estrutura das paróquias e unidades pastorais, onde o ministério ordenado deve deixar de ser visto “em si mesmo” para ser compreendido “na, com e para a comunidade”.

O foco passou da divisão geográfica para a “presença encarnada”, onde os conselhos pastorais devem ser lugares de revisão de vida e não meros órgãos de organização. 

“O que seria de uma paróquia se os paroquianos não tivessem vontade de se juntar? Seria um vazio”, questionou o sacerdote belga.

Este foi o terceiro ano em que se concretizaram as Jornadas do Clero das Dioceses do Centro e da Diocese de Coimbra estiveram 35 participantes.

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