- Enfoque

Começa a viagem!

Enfoque CC 5069 – 4 junho 2026
– Sónia Neves

Sónia Neves - Enfoque

Nesta semana, em que as ruas da nossa Diocese, e diria de muitas cidades ao nível nacional, se aprimoram para celebrar a Solenidade do Corpo de Deus, o Correio de Coimbra inicia uma viagem que pretende ser, simultaneamente, uma descoberta cultural e uma proposta de caminho.

Ao longo das próximas nove edições, o Grande Plano deste semanário vai dar vida a um roteiro turístico, artístico e espiritual, inteiramente dedicado ao imenso legado de Monsenhor Nunes Pereira. Inserido nas comemorações do seu centenário, sob o lema “Do Nascimento ao [re]nascimento”, este projeto nasce para ser um mapa de estrada.

Monsenhor Nunes Pereira foi, por excelência, o homem que soube ler a alma da Beira Serra e transportá-la para a eternidade. Ao transformar o xisto rude, ao cinzelar a madeira ou ao rasgar as paredes dos nossos templos com a luz colorida dos vitrais, este sacerdote artista não fez apenas arte sacra; ele deixou uma catequese viva e palpável, espalhada por dezenas de paróquias da nossa Diocese, e não só.

Nesta primeira paragem, partindo precisamente da solenidade do Corpo de Deus, desafiámos o Chefe Luís Lavrador e o investigador João Pedro Gomes a sentarem-se connosco à mesa. A entrevista resulta numa reflexão sobre a envolvência da Última Ceia, o pão, o vinho e a toalha como marcas da nossa própria identidade e civilização.

O convite que hoje deixamos a cada leitor, a cada família e a cada comunidade de Coimbra é o de ir para lá da leitura. Desejo que este roteiro possa ser um pretexto para fazer uma visita a um destes locais neste verão. Visitar as “Últimas Ceias” que o Monsenhor plantou entre Fajão e a cidade de Coimbra é uma oportunidade única de fazer turismo de proximidade, de valorizar o património do nosso interior e, acima de tudo, de nos deixarmos interpelar pela beleza que evoca a transcendência.A engenharia da fé de Nunes Pereira desafia-nos a olhar para o que nos rodeia com outros olhos. Falecido há 25 anos mas muito vivo nas comunidades que o conheceram e nas peças que ainda interpelam. A nossa Diocese está cheia de tesouros escondidos; o Correio de Coimbra apenas abre a porta. E, se não tiver tempo para ler todo o Grande Plano em cada edição, saiba que pode ouvir tudo no nosso podcast.

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