“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Quase, sem nos darmos conta, desde o madrugador sinal da cruz ao toque das trindades, desde a saudação inicial à despedida da Eucaristia, desde as palavras do batismo à aspersão da água nas exéquias, desde as nossas orações mais simples à oração eucarística, sempre evocamos e invocamos, celebramos e professamos a nossa fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Sempre somos convidados a transportar connosco, como credo, na boca e no coração, este inefável mistério do amor divino, que une, na trindade de uma só natureza, as três pessoas divinas, Pai, Filho e Espírito Santo!
“Deus amou tanto o mundo…” Como crentes, habituamo-nos, pois, a crer e a confiar, a conhecer e a rezar a um Deus único, mas que não é, de modo algum, uma entidade isolada e estranha à nossa vida, uma divindade distante e solitária! Professar a fé na Santíssima Trindade é celebrar, rezar e viver o mistério de um Deus de Amor, que é eternamente relação pura e pessoal de comunhão, a melhor e a mais perfeita comunidade de amor, entre três pessoas distintas, que o amor transforma na unidade de uma só natureza!
Mas não é suficiente professar, celebrar e rezar este mistério de amor dando glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Este é um mistério que necessita ser vivido, no concreto da vida, uma vez que nós fomos criados à imagem e semelhança deste Deus-Amor. E, por isso, só o Amor é digno de fé, só o amor nos torna felizes! Cada pessoa só se realiza verdadeiramente no amor, à maneira da Santíssima Trindade, isto é, amando e deixando-se amar, num amor que se abre ao dom e faz comunhão!
Neste dia da Igreja Diocesana coloquemos a nós próprios o desafio de viver intensamente este mistério de Deus, que é amor, relação, comunhão, a partir da doação mútua, da comunhão fraterna, do diálogo recíproco, da solidariedade, da confiança na bondade da vida, e da esperança na vida plena, em que Deus será tudo em todos!

