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Conferência Episcopal lança segundo caderno para ajudar a viver a sinodalidade

“Como continuar a avançar rumo a uma Igreja constitutivamente sinodal?” é uma das questões centrais

A Equipa Sinodal da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) publicou o segundo caderno para “continuar a avançar rumo a uma Igreja constitutivamente sinodal” e ajudar as comunidades a “viver, a decidir e a agir” na Igreja dessa forma.

“Como continuar a avançar rumo a uma Igreja constitutivamente sinodal? Como fazer da sinodalidade a forma habitual de viver, decidir e agir na Igreja?” são perguntas que estão no centro da segunda proposta, hoje divulgada.

Um conjunto de 13 publicações mensais preparadas pela Equipa Sinodal da CEP, com o objetivo de “ajudar as comunidades a acolher, compreender e pôr em prática o Documento Final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos”, que aconteceu em outubro de 2024, no Vaticano.

Este trabalho é inspirado nos ‘Cuadernillos de Sinodalidad’, elaborados pelo Conselho Episcopal da América Latina e do Caribe (CELAM), e pretende “oferecer pistas de reflexão bíblica, teológica e pastoral, juntamente com instrumentos práticos que apoiem a vivência concreta da sinodalidade nas comunidades cristãs”, pode ler-se no site da CEP, onde os cadernos são publicados.

“Numa Igreja constitutivamente sinodal, a sinodalidade não se limita a iniciativas ocasionais. Torna-se um modo de viver, discernir e organizar a vida eclesial. Não se trata simplesmente de acrescentar novas atividades à agenda pastoral ou de multiplicar reuniões, mas de permitir que a própria vida da Igreja se torne cada vez mais sinodal, transformando o seu modo de ser, de decidir e de se organizar para ser «mais participativa e missionária»”, explicam.

O itinerário «Interiorizar – Iluminar – Escutar e Discernir – Decidir e Caminhar» é a proposta para ser “utilizado pelas comunidades para prosseguir o caminho sinodal”.

“Este caderno foi pensado para ser lido com calma e em clima de oração”, sublinha a equipa.

A proposta pode também ser um “instrumento de formação, discernimento comunitário e ação pastoral”, e não deve ser visto como um “manual de técnicas, mas um convite a uma verdadeira conversão eclesial, na qual espiritualidade e renovação caminham juntas”.

O segundo caderno pretende ser mais um passo para que a sinodalidade se afirme “cada vez mais como o modo próprio de ser da Igreja: viver a comunhão, discernir com fidelidade ao Evangelho e sustentar a missão”.

Os cadernos, publicados online de forma mensal até fevereiro de 2027, nasceram depois do II Encontro Sinodal Nacional, que decorreu em Fátima, onde “a proposta apresentada foi considerada uma ferramenta útil para aprofundar e concretizar o caminho sinodal”.

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