No dia 13 de março decorreu a 3ª e última Conferência Quaresmal do Arciprestado de Pombal, com a irmã Martinha, das Irmãs Adoradoras.
“A partilha, como lhe chamou a Irmã – que se revelaria fortíssimo testemunho de amor – focou-se na Mulher, até porque partiu do episódio bíblico da Samaritana. Jesus, plena e humanamente cansado e com sede, sentou-se junto ao poço a descansar. Necessitado, pede a uma mulher – excluída da sociedade, desde logo pelo género, pela vida familiar não conforme à Lei, pela condição inferior aos judeus decorrente de ser samaritana – que lhe dê de beber”, conta a nota enviada ao Correio de Coimbra.
A certa altura, a Irmã Martinha dizia que “adorar o Santíssimo exposto é fácil. As Irmãs Adoradoras adoram e desvelam no contexto de prostituição e tráfico humano. Deus já lá está e espera por nós.”
“Que possamos nós, cristãos, olhar para os outros como Cristo olha. “Como olharei eu?” Quantas vezes porei eu os meus preconceitos à frente do amor verdadeiro pelo outro?”, interrogou.
“Estas mulheres: irmãs minhas, filhas de Deus, como eu e profundamente amadas” como eu, como tu e como todos nós. A Irmã Martinha terminou com um pedido: “que possamos ter encontros libertadores! À margem da nossa sociedade. À margem da nossa Igreja…” Afinal de contas, e como nos lembrou, nas palavras de S. Francisco de Xavier “para Deus sobe-se, descendo”.

