O bispo de Coimbra presidiu à celebração do Dia Mundial da Paz e olhou a atualidade internacional, lamentando o aumento dos gastos militares, classificando o investimento em armamento como algo “sem sentido”.
“O mundo não está bem. Não está bem porque há estes focos de guerras visíveis e que matam e que massacram e que fazem sofrer uma parte considerável da humanidade e em tantos lugares distintos. O mundo não está bem porque o coração das pessoas continua a alimentar estas situações”, referiu D. Virgílio na sua homilia.
O bispo citou a mensagem do Papa para este dia onde falava sobre o “aumento dos gastos com as despesas de guerra, com os armamentos, que é uma coisa absolutamente sem sentido. E ano após ano”.
“E isto é fruto da inteligência humana. E isto é fruto dos sentimentos alimentados nos corações de pessoas que têm marcas, podem ser economistas, podem ser políticos, podem ser gestores da sociedade, podem ser influenciadores deste mundo, podem ser inclusivamente homens e mulheres com uma religião ou sem uma religião. Nada disto aparece do nada. Aparece da vida das pessoas. E há uns que são belicistas e contribuem para que haja guerras”, indicou.
D. Virgílio Antunes afirmou que na humanidade “todos participam da mesma e igual dignidade”, tendo também igual “possibilidade de caminhar unidos em ordem à paz que é o bem-estar mais alargado e universal”, onde todos “não só do ponto de vista material mas têm também do ponto de vista espiritual, possam ter as condições adequadas para fazer o seu caminho de uma forma tranquila”.
Na sua homilia o bispo indicou ainda ser “necessário passar da espera pela compaixão divina à prática da compaixão humana.
“Deus ocupa-se de nós, mas é preciso que tenhamos compaixão uns dos outros”, afirmou.
A mensagem final foi de esperança e ação, apelando a cada diocesano a ser um “verdadeiro construtor da paz” nas suas comunidades, famílias e locais de trabalho, fazendo de 2026 um ano de “novo começo” na fé e na solidariedade.

