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Com a ameaça de cheia no Baixo Mondego pede-se proteção a S. Brás

Há bens em risco, estruturas frágeis e, por vezes, vidas ameaçadas

Foto: UP Penela

Na Unidade Pastoral de Montemor-o-Velho vivem-se dias de dias de apreensão com a ameaça de cheia no Baixo Mondego e, em dia de S. Brás, protetor das doenças da garganta, encontram-se e pedem proteção.

“Vivemos dias de apreensão com a ameaça de cheia no Baixo Mondego. Há bens em risco, estruturas frágeis e, por vezes, vidas ameaçadas. Não ignoramos o perigo, mas também não perdemos a confiança: a fé sustenta-nos no meio da provação”, refere nota na rede social.

“Pedimos a proteção de São Brás e de todos os santos sobre a nossa terra, para que o Senhor nos conceda prudência, solidariedade e coragem serena”, acrescenta.

Em dias de incerteza, o dia do santo padroeiro das doenças da garganta levaram a comunidade a pedir oração e proteção.

“Esta bênção é mais do que um pedido de saúde física. É súplica para que a nossa boca proclame os louvores de Deus, que as nossas palavras levem consolo e esperança, e que tenhamos força e saúde para trabalhar na edificação do Reino de Deus nas nossas famílias e comunidades”, pode ler-se.

A comunidade vai celebrar Eucaristia e a bênção das gargantas na Igreja do Castelo de Montemor-o-Velho, esta terça-feira, pelas 16h00.

Também a Unidade Pastoral de Penela foi “assolada pela tempestade de ventos muito fortes, danificando floresta, habitações, as igrejas e capelas” 

“Foi feito um levantamento de todas as capelas e igrejas e outros equipamentos das nossas paróquias e constatamos algumas situações. Se a maioria do nosso património religioso foi pouco afetado, salientamos os mais graves: o Calvário no Espinhal, a Igreja Matriz da Cumeeira e em Penela a Casa Paroquial e a Igreja Matriz de São Miguel, estes últimos muito afetados e de intervenção rigorosa e total”, revelam.

Com a união e disponibilidade das comissões de capelas e de pessoas anónimas, “algumas capelas já estão reparadas e outras em vias de reparação”.

Já na Unidade Pastoral de Miranda do Corvo os estragos na igreja Matriz foram grandes e a água “entrava pela abóbada da igreja”.

“Precisamos com urgência de baldes e poceiros na Igreja Matriz de Miranda do Corvo”, era o apelo nesta manhã de terça-feira. 

A Igreja, “aberta a partir das 9h00 da manhã”, aguarda a boa vontade de todos para “que se possa abranger toda a água que está a entrar pela abóbada da igreja”. 

Durante o fim-de-semana foram vários os agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas da Região de Coimbra que se envolveram na ajuda às comunidades afetadas bem como na recolha de bens e ajudas na diocese de Leiria.

O distrito de Coimbra foi um dos mais afetados pela depressão Kristin, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), está sob aviso laranja. O governo português decretou o prolongamento do Estado de Calamidade até dia 08 de fevereiro.

Foto: UP Miranda do Corvo

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