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Bispo de Coimbra vai lançar exortação «Acolher o Perdão»

Reconciliação como “forma de recuperar o futuro”

Foto: Ricardo Gaspar

O Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, esteve esta terça-feira em diálogo online com a jornalista Sónia Neves sobre o Sacramento da Reconciliação e anunciou uma exortação sobre o tema, intitulada “Acolher o Perdão”. 

““Acolher o Perdão” é uma exortação, que será publicada nos próximos dias, e surge no âmbito do Plano Pastoral da diocese neste triénio, “No Espírito de Cristo está toda a nossa vida”, e quer reavivar a prática do Sacramento da Reconciliação”, revelou.

“Confissão hoje, ainda faz sentido?” foi a pergunta que abriu o diálogo online com o Bispo de Coimbra, transmitido pelos canais digitais da Diocese de Coimbra. 

D. Virgílio Antunes começou por reconhecer que muitas pessoas ainda associam a confissão a um sentimento de medo ou a um “tribunal de consciência” e sublinhou que a verdadeira essência da reconciliação é o acolhimento. 

“O confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas sim o lugar da consolação”, afirmou o Bispo, citando o Papa Francisco. 

Durante o diálogo foi abordada a resistência de quem afirma “só me confesso a Deus” e D. Virgílio explicou que, embora só Deus perdoe os pecados, Jesus instituiu o ministério da Igreja para que o perdão fosse um ato concreto e humano. 

“O sacerdote não é o dono do perdão, é o seu servidor. Ele está ali para acolher com delicadeza e ajudar à cura interior”, explicou.

Questionado sobre a sua própria confissão, D. Virgílio Antunes recordou a primeira vez que se confessou, “numa experiência boa”, e confirmou a necessidade de se confessar.

“Também eu preciso da misericórdia de Deus. O Bispo também se confessa porque também é um cristão a caminho, com as suas fragilidades”, partilhou.

No fim do encontro online, o Bispo de Coimbra deixou uma mensagem de esperança para o tempo de Quaresma, convidando todos, especialmente os que estão afastados há mais tempo, a “experimentarem e redescobrirem o Sacramento” como uma forma de “recuperar o futuro”. 

“Confessar é assumir o erro para poder caminhar de novo, com a alma leve e o coração em paz”, concluiu.

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