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Ciclo «As entrelinhas nos textos de Mateus» termina com vontade de conhecer mais a Palavra

Professor Frederico Lourenço destacou a obrigação de «fazer bem aos outros»

Foto: Capelania Universidade de Coimbra

Na passada terça-feira, na Capela de S. Miguel da Universidade de Coimbra, terminou o ciclo “As entrelinhas nos textos de Mateus” com o Professor Frederico Lourenço, ficando a vontade de conhecer mais a Palavra.

“Estamos profundamente gratos ao Professor Frederico Lourenço pela sua disponibilidade generosa para percorrer este belo itinerário pelos textos de Mateus. As suas comunicações, ricas em pertinentes interpelações, deixaram nos presentes o desejo de conhecer melhor os textos bíblicos e de reconhecer neles um património espiritual de altíssimo valor para a atualidade”, refere nota enviada ao Correio de Coimbra.

A sessão teve como tema “O noivo, as noivas e o juízo final”, sendo a última sessão do ciclo “As entrelinhas nos textos de Mateus”.

“Deus vem ao mundo e põe a humanidade em modo nupcial, fazendo de nós os convidados do Seu casamento — ou até fazendo de nós a noiva do Seu casamento”, afirmou Frederico Lourenço na sua reflexão sobre a parábola das dez virgens.

Frederico Lourenço apontou que Jesus de Mateus é claramente “mais implacável, mais intransigente e mais judicativo do que o Jesus que encontramos nos outros três evangelhos”.

“No fundo, podemos dizer que não é o Jesus de Mateus que é implacável e intransigente; o que é implacavelmente irredutível é a obrigação que recai sobre cada um de nós de fazer bem aos outros. Nem sequer é fazer primeiro bem aos outros e depois fazer bem a nós mesmos: sermos cristãos exige que nos ponhamos fora do nosso próprio mapa, porque a missão para a qual fomos chamados não tem que ver connosco, mas com os nossos irmãos aqui na terra”, partilhou.

A sessão contou ainda com a participação musical de Paulo Bernardino, organista titular da Capela de S. Miguel, que ofereceu aos presentes obras do repertório organístico barroco, relacionadas com a temática da sessão.

Foto: Capelania Universidade de Coimbra

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