O Conselho Pastoral Diocesano de Coimbra reuniu-se, no passado dia 23 de maio, para a sexta sessão do seu atual mandato, sob o tema “a missão da Igreja diocesana no ambiente digital”.
Na saudação inicial, D. Virgílio Antunes destacou a “importância deste órgão para expressar a dignidade de cada batizado e o seu direito e dever de participar na vida da Igreja, deixando aberta a possibilidade de alargar ainda mais a sua composição para garantir uma representatividade crescente das realidades eclesiais”, como nota enviada ao Correio de Coimbra.
O Bispo de Coimbra sublinhou que o método sinodal exige “escutar o Espírito Santo antes de planearmos e programarmos as atividades”, mas também requer clareza na avaliação dos frutos dessas iniciativas.
“O nosso desafio não é apenas crescermos em números ou em atividades, mas em primeiro lugar crescermos todos em profundidade de vida espiritual”, enfatizou.
D. Virgílio Antunes lembrou que evangelizar significa dar testemunho na linguagem de quem ouve, tornando-se imprescindível assegurar uma presença ativa e credível na internet. Esta missão, alertou, não se esgota em iniciativas isoladas, mas constitui “uma tarefa transversal a todas as comunidades e a todos os serviços diocesanos” na procura de uma maior proximidade com os contemporâneos.
Os conselheiros debruçaram-se sobre a síntese do grupo de trabalho dedicado a esta matéria, em sintonia com o Documento Final do Sínodo dos Bispos, e partilharam propostas em pequenos grupos.
“Todos nós, como batizados, somos chamados a levar a Boa Nova às pessoas que encontramos no continente digital através de iniciativas missionárias que respondam às suas características específicas, comunicando de modo a interpelar crentes e não crentes, aproveitando todas as oportunidades e enfrentando, sem medo, os desafios e os riscos, propondo encontros pessoais que gerem enraizamento comunitário”, pode ler-se.
Durante a reunião foi também partilhado o percurso de implementação sinodal que conduzirá à Assembleia Eclesial programada para 2028 e vai desenvolver-se em quatro etapas sucessivas: fazer memória, interpretar, orientar e celebrar.
Fazendo um balanço do Plano Pastoral Diocesano, focado na “vida no Espírito”, foram recordadas as propostas da Quaresma (centrada na Reconciliação) e do mês de maio (com uma caminhada espiritual inspirada em Maria).
Para o próximo ano pastoral, D. Virgílio Antunes avançou que a Diocese será desafiada a crescer espiritualmente a partir da Palavra de Deus.
O objetivo é que as comunidades não fiquem paradas no tempo a “fazer apenas o que sempre se fez”, mas que se deixem mover pelo Espírito para “fazer coisas novas”.
Antes do encerramento, o Conselho procedeu ainda a uma breve avaliação das grandes atividades diocesanas recentemente realizadas, manifestando particular satisfação com o impacto da Semana de Oração pelas Vocações, do Encontro Diocesano de Acólitos e de Coros, da Festa das Famílias, da Semana da Vida, bem como com a marcha dos trabalhos do Sínodo dos Jovens, do Conselho Presbiteral e do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais.


