O Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, declarou a igreja de Santo António dos Olivais, em Coimbra, como “o templo jubilar franciscano oficial para a Diocese de Coimbra”.
“Havemos por bem determinar que a igreja conventual e paroquial de Santo António dos Olivais, de 1 de junho de 2026 (dia em que inicia a Trezena de Santo António) a 31 de dezembro de 2026, seja a igreja jubilar franciscana para a Diocese de Coimbra e, nela, segundo as indicações da Penitenciaria Apostólica, se possa obter as graças próprias do Ano Jubilar Franciscano”, pode ler-se no decreto enviado ao Correio de Coimbra.
A decisão surge na sequência da proclamação de um Ano Jubilar Franciscano pelo Papa Leão XIV, que assinala o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis (1226 – 2026).
Este tempo especial de graça decorre de 10 de janeiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027 e o documento do Bispo de Coimbra sublinha que um jubileu, na Igreja, “é sempre mais do que uma comemoração”.
Trata-se de “um tempo para parar, escutar, converter o coração e recomeçar”, tendo como grande objetivo “ajudar-nos a redescobrir o Evangelho vivido com simplicidade, misericórdia e paz, à maneira de São Francisco”.
A Penitenciaria Apostólica concedeu a indulgência plenária, nas condições habituais, para este período extraordinário, inicialmente dirigido à Família Franciscana, mas depois indicado para todos os que participarem devotamente deste Jubileu extraordinário.
Os fiéis devem, com o “ânimo desapegado do pecado”, “visitando em forma de peregrinação qualquer igreja conventual franciscana ou lugar de culto em qualquer parte do mundo dedicado a São Francisco ou a ele ligado por qualquer motivo, e ali participarem devotamente dos ritos jubilares ou permanecerem por ao menos um período de tempo adequado em piedosas meditações”.
O decreto especifica ainda que as orações devem elevar a Deus pedidos para que, a exemplo do “Pobrezinho de Assis”, “brotem nos corações sentimentos de caridade cristã para com o próximo e autênticos desejos de concórdia e de paz entre os povos”.
“Concluindo com o Pai-Nosso, o Credo e invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria, a São Francisco de Assis, a Santa Clara e a todos os Santos da Família Franciscana”, indica.
A escolha de Santo António dos Olivais surgiu após uma proposta dos Frades Menores Conventuais, que acolheram o pedido de vários fiéis locais.

